Romanza

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“Romance Anônimo” é uma peça para violão acústico também conhecida como Estudo em Mi, de Rovira, Romance Espanhol, Romance da Espanha, Romance de Amor, Romance do Violão, Romanza e Romance d’Amour, dentre outros nomes.

Sua origem e autoria são debatíveis. Imagina-se que era originalmente uma peça solo para violão instrumental, do século XIX.  Sua autoria tem sido atribuída a Antônio Rovira, David Del Castillo, Francisco Tárrega, Fernando Sor, Daniel Fortea, Miguel Llobet, Antonio Cano, Vicente Gómez e a Narciso Yepes. “Anônimo” foi incorporado ao nome da peça ao longo dos anos devido à incerteza sobre o real compositor. A questão da autoria talvez se tenha propagado por três razões principais: o autor não reivindicou a autoria; a autoria não foi reivindicada para evitar o pagamento das taxas de registro de direitos autorais; a avidez das companhias de publicação musical de reivindicar os direitos sobre essa peça mundialmente famosa.

O estilo musical da peça é a música de câmara do final do século XIX na Espanha e na América do Sul, com três partes: a primeira em tom menor, a segunda em tom maior e a terceira a repetição da primeira.*

Texto extraído da Wikipedia e traduzidor por Wisley Vilela.

*O arranjo no vídeo inclui a repetição da última parte em tonalidade maior, além dos movimentos já descritos.

Aprenda a tocar ao piano

… e ao violão

Soneto 3 – William Shakespeare

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Sonnet 3

(by William Shakespeare)

3

Look in thy glass and tell the face thou viewest,
Now is the time that face should form another,
Whose fresh repair if now thou not renewest,
Thou dost beguile the world, unbless some mother.

For where is she so fair whose uneared womb
Disdains the tillage of thy husbandry?
Or who is he so fond will be the tomb,
Of his self-love to stop posterity?

Thou art thy mother’s glass and she in thee
Calls back the lovely April of her prime,
So thou through windows of thine age shalt see,
Despite of wrinkles this thy golden time.

But if thou live remembered not to be,
Die single and thine image dies with thee.

 

Leia os Sonetos de Shakespeare

Seresta Sertaneza – Música

Seresta Sertaneza

Elomar Figueira Melo
por Wisley Vilela

Nos raios de luz de um beijo puro
me estremeço e eis-me a navegar
por cerúleas regiões
onde ao avaro e ao impuro não é dado entrar
tresloucado cavaleiro andante
a vasculhar espaços
de extintos ceus
num confronto derradeiro
venci prometeu, anjo do mal
o mais cruel
acusador de meus irmãos
Nestes mundos dissipados
magas entidades dotam o corpo meu
de poderes encantados
mágicos sentidos
na razão dos céus
pois cindir o espaço e o tempo
vencer as tentações rasteiras
do instinto animal
só é dado a quem vê no amor
o único portal
Através de infindas sendas
vias estelares um cordel de luz
trago atado ao umbigo ainda
pois não transmudei-me ao reino dos cristais
apois Deus acorrentou os sábios
na prisão escura das três dimensões
e escravizados desde então
a serviço dos maus
vivem a mentir
vivem a enganar
a iludir os corações
Visitante das estrelas
hóspede celeste visões ancestrais
me torturam pois ao tê-las
quebra o encanto e torno ao mundo de meus pais
à minha origem planetária
enfrentar a mansão da morte do pranto e da dor
donzela fecha esta janela
e não me tentes mais

Sonnet 4 – Shakespeare

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Sonnet 4

(By William Shakespeare)

Unthrifty loveliness why dost thou spend,
Upon thy self thy beauty’s legacy?
Nature’s bequest gives nothing but doth lend,
And being frank she lends to those are free:

Then beauteous niggard why dost thou abuse,
The bounteous largess given thee to give?
Profitless usurer why dost thou use
So great a sum of sums yet canst not live?

For having traffic with thy self alone,
Thou of thy self thy sweet self dost deceive,
Then how when nature calls thee to be gone,
What acceptable audit canst thou leave?

Thy unused beauty must be tombed with thee,
Which used lives th’ executor to be.

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Sonnet 2 – Shakespeare

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Sonnet 2

When forty winters shall besiege thy brow,
And dig deep trenches in thy beauty’s field,
Thy youth’s proud livery so gazed on now,
Will be a tattered weed of small worth held:

Then being asked, where all thy beauty lies,
Where all the treasure of thy lusty days;
To say within thine own deep sunken eyes,
Were an all-eating shame, and thriftless praise.

How much more praise deserved thy beauty’s use,
If thou couldst answer ‘This fair child of mine
Shall sum my count, and make my old excuse’
Proving his beauty by succession thine.

      This were to be new made  when thou art old,
And see thy blood warm when thou feel’st it cold.

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