No texting

Telefone smart, usuário idiota

Transcrição (Inglês) | Tradução (Português)
We never used to write messages at the wheel. | Nunca tivemos o hábito de escrever mensagens ao dirigir.
There must have been a good reason. | Deve ter havido uma boa razão.
Don’t text and drive. | Nada de mensagens ao dirigir.

Intermináveis pesquisas apontam o óbvio: estar no trânsito é perigoso.

Não bastasse o perigo do puro dirigir, uma inexplicável necessidade de estar sempre conectado faz que cada vez mais e mais motoristas ignorem o risco a que expõem a si mesmos e a outros quando manipulam mensagens de texto durante a condução de um veículo.

Não é incomum, é corriqueiro ver maus motoristas, portadores de luto potencial, tentando dividir a atenção entre o que se passa no mundo real e no virtual que suas mãos são capazes de conter, mas incapazes de rejeitar, mesmo quando algo mais importante está em jogo.

Se alguém diz algo que se assemelhe a alerta, conselho ou reprovação, a reação imediata é “isso é problema meu”. Ledo engano. Não é só seu. É também problema daquela mãe que recebe a notícia de que seu filho foi atropelado por um motorista que se achava super, perfeitamente capaz de várias atividades ao mesmo tempo, e que manipulava um celular na hora do homicídio.

Quero crer que somos melhores que isso, quero crer que temos jeito, que somos gente educada e civilizada, capaz de corrigir hábitos mortíferos. Mas cada vez que vejo alguém sentado ao volante com um celular na mão, minha crença na virtude dos homens clama penosamente por não existir.

Não obstante a poda, a esperança rebrota verde que a ânsia tola de estar sempre conectado amadureça e caia, e definhe, e morra no lugar daqueles que mataria.
Mensagens ao volante: um uso idiota para um telefone inteligente!