Os transtornos de ansiedade são a mais comum doença psiquiátrica no mundo. Não existe um teste para transtornos de ansiedade, como transtorno do pânico, TEPT (Transtorno do Estresse Pós-Traumático), TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo), ou transtorno de ansiedade social, e o diagnóstico é baseado em histórico e em exames. Os sinais e sintomas de transtornos de ansiedade muitas vezes são despercebidos ou mal interpretados. Transtornos de ansiedade comumente estão em comorbidade com outros transtornos psiquiátricos, em especial transtornos de humor.

Não há cura para transtornos de ansiedade, mas há tratamentos muito eficazes com boa base de evidência. Os tratamentos para transtornos de ansiedade incluem medicamentos como benzodiazepínicos, SSRIs (inibidores da recaptação da serotonina), SSNIs (inibidores da recaptação da noradrenalina) e outras novas gerações de antidepressivos, antipsicóticos atípicos, assim como psicoterapias. Diversas terapias comprovadas são eficazes em pacientes com transtorno de ansiedade. Essas incluem TCC (terapia cognitivo comportamental), treino de relaxamento e terapia de exposição prolongada. Yoga e meditação também tem demonstrado ser benéficas.

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Os transtornos de ansiedade são a causa mais comum de problemas psiquiátricos nos Estados Unidos, afetando 19 milhões de adultos.

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Pessoas com transtornos de ansiedade podem experimentar sintomas físicos e psicológicos, ou ambos.

Sintomas psicológicos:

  • Estresse
  • Cansaço
  • Pavor
  • Preocupações
  • Medo
  • Irritabilidade

Sintomas físicos

  • Tremores
  • Distúrbios do sono
  • Palpitações
  • Dores de cabeça
  • Peito apertado
  • Sensações de estômago ruim

Pessoas com transtornos de ansiedade estão seis vezes mais propensas a serem hospitalizadas por causa de desordens psiquiátricas do que as que não os têm.

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A idade média em que aparecem os transtornos de ansiedade, surpreendentemente, é aos 11 anos.

A perturbadora probabilidade de alguém desenvolver transtornos de ansiedade ao longo da vida é de 28%.

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Em geral, os transtornos de ansiedade estão associados a um risco três vezes maior de tentativa de suicídio.

Os transtornos de ansiedade frequentemente têm comorbidade com outros distúrbios

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Dentre todos os pacientes com depressão maior, 59,2% tiveram algum transtorno de ansiedade.

Mais de 4 em cada 10 indivíduos com transtorno bipolar do humor I e II têm algum transtorno de ansiedade diagnosticável.

Em pessoas que têm algum problema de saúde, tais como hipertensão, diabetes ou artrite, em mais de 70% dos casos o transtorno de ansiedade precedeu o problema.

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Em pessoas que tiveram um ataque do coração a presença de altos níveis de ansiedade aumenta o risco de recorrência do infarto, isquemia, arritmia e mesmo a morte.

Transtornos de ansiedade foram encontrados em níveis muito mais elevados em pessoas portadoras das seguintes condições:

  • Asma
  • Hipertensão
  • Artrite
  • Doenças do coração
  • Dores de cabeça crônicas
  • Dores no pescoço e nas costas

Há diversos tipos de transtornos de ansiedade

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Transtorno de Ansiedade Generalizada

Tensão e preocupação excessiva e irrealística, mesmo quando pouco ou nada parece desencadear a ansiedade.

Síndrome do Pânico

Sentimentos de terror que surgem de repente e repetidamente, sem alerta. A pessoa tem sudorese, dores no peito, pulso irregular e sentimento de choque, o que pode fazer o indivíduo se sentir como se estivesse tendo um ataque do coração, ou perdendo a sanidade mental.

Transtorno Obsessivo Compulsivo

Pensamos ou temores constantes que levam a execução de rituais ou rotinas “sem sentido”. Por exemplo, alguém com medo irracional de germes e que lava as mãos constantemente.

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Transtorno de Estresse Pós-Traumático

Pode se desenvolver após um evento aterrador ou traumático (como combate em guerra). A pessoa experimenta assustadores e duradouros pensamentos e memórias do evento e tende a estar emocionalmente insensível.

Transtorno de Ansiedade Social

Preocupação e desconforto relativos a situações sociais do dia a dia. A preocupação geralmente está centralizada no medo de ser julgado por outros, ou de se comportar de um modo embaraçoso ou ridículo.

Fobias específicas

Fobia é medo intenso de um objeto, animal ou situação, tais como aranhas, altura, ou voar. O nível de medo é exacerbado em relação à situação e pode fazer que a pessoa evite situações corriqueiras do dia a dia.

A história dos distúrbios de ansiedade

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  • 1866 – O francês Benedict-Augustin Morel sugeriu pela primeira vez que uma disfunção do sistema nervoso autônomo fosse a causa da ansiedade.
  • Princípio dos 1900 – Sigmund Freud usou o termo “Ansiedade Neurótica” para descrever doença mental ou aflição, com ansiedade extrema sendo uma de suas características.
  • 1952 – O primeiro Manual de Diagnóstico e Estatística (DSM – Diagnostic and Statistical Manual) é publicado e lista o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) como “Reação Obsessiva Compulsiva”.
  • 1968 – Ansiedade Neurótica é adicionada ao DSM-II, e  o TOC é referido como “Neurose Obsessiva Compulsiva” (OCN).
  • 1980 – Neurose Obsessiva Compulsiva (OCN) é chamada de “Transtorno Obsessivo Compulsivo”. Além disso, o Transtorno do Estresse Pós-Traumático (TEPT) é adicionada ao DSM-III.
  • Também em 1980 – A classificação da Ansiedade Neurótica no DSM-III é mudada pela a Associação Psiquiátrica Americana. O Transtorno do Pânico, caracterizado por episódios espontâneos de intensa ansiedade, é também adicionado sob a categoria Transtorno Generalizado de Ansiedade.
  • 2013 – O DSM-5 muda novamente a designação para Transtornos de Ansiedade.

Transtornos de Ansiedade no DSM-5

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Mudanças de critério no DSM-5 para ansiedade e transtornos relacionados.

  • Transtorno Obsessivo Compulsivo e transtornos relacionados a trauma e estresse estão em categorias separadas.
  • Transtorno Dismórfico Corporal requer agora a existência de comportamentos repetitivos.
  • Transtorno de Ansiedade Social e fobias específicas não mais requerem que o paciente reconheça que seu medo é excessivo e irracional – agora o terapeuta decide.
  • Mudanças relacionadas ao TEPT (Transtorno do Estresse Pós-Traumático) incluem a eliminação do critério A2 (resposta envolve “medo, desesperança e pavor”); três novos sintomas são acrescentados, assim como um critério de diagnóstico separado de TEPT para crianças em idade pré-escolar.
  • Transtorno de Ansiedade Generalizada que ocorra durante quadro de depressão maior pode ter diagnóstico de comorbidade.

Como uma pessoa é diagnosticada portadora do Transtorno de Ansiedade

Um profissional de saúde fará um exame completo do estado mental, com avaliação médica, e perguntará ao indivíduo sobre seus históricos psiquiátricos pessoal e familiar. Pode ser que o paciente tenha de passar por um teste completo de rastreamento da depressão como parte de seu processo de diagnóstico.

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Um exame mental e físico completo é necessário para confirmar o diagnóstico e para excluir causas secundárias (doenças, medicações, drogas, etc.) dos sintomas da ansiedade.

Exames de laboratório que talvez sejam indicados no diagnóstico de um paciente com transtorno de ansiedade incluem: testes de função da tireoide, B-12 e níveis de ácido fólico, estudos do sono (caso haja suspeita de apneia do sono), EEG (caso haja suspeita de convulsões), rastreamento de drogas e ECG.

A causa Transtornos de Ansiedade

A causa exata dos transtornos de ansiedade não é plenamente conhecida, mas um número de fatores contribui para seu desenvolvimento.

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  • Química do cérebro – Neurotransmissores são mensageiros químicos especiais que ajudam a levar informação de um célula nervosa para outra. Se o neurotransmissor estiver desequilibrado, as mensagens não podem se deslocar adequadamente no cérebro. Isso pode alterar a reação do cérebro em certas situações, levando à ansiedade.
  • Fatores genéticos – Algumas pesquisas sugerem que o histórico familiar desempenha algum papel no aumento das possibilidades de uma pessoa desenvolver transtorno de ansiedade. Isto significa que a tendência para desenvolver o transtorno talvez seja passada hereditariamente.
  • Fatores ambientais – Trauma e acontecimentos estressantes, tais como abuso, morte de um ente querido, divórcio, mudança de emprego ou escola, podem causar transtornos de ansiedade. O uso e a interrupção de substâncias viciadoras, incluindo álcool, cafeína e nicotina, também podem piorar a ansiedade.

Como os médicos tratam Transtornos de Ansiedade

A ansiedade tem boa resposta ao tratamento (até 90% dos casos), mas apenas um terço daqueles que sofrem desses transtornos recebem tratamento.

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Psicoterapia

A psicoterapia é frequentemente usada como forma única de tratamento, ou em cooperação com tratamento medicamentoso para transtornos de ansiedade. A psicoterapia envolve uma variedade de técnicas e ajuda o paciente a identificar e controlar os fatores que podem estar causando a ansiedade.

Medicamentos

O tratamento medicamentoso para transtornos de ansiedade são, em geral, seguros e eficazes, e são frequentemente usados em cooperação com a terapia. A administração de medicamentos pode ser de curta ou longa duração, a depender da gravidade dos sintomas. As quatro maiores classes de medicamentos usados para transtornos de ansiedade são Inibidores de Recaptação de Serotonina, Inibidores da Recaptação de Noradrenalina, Benzodiazepínicos e Antidepressivos Tricíclicos.

Tratamentos complementares e alternativos

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Yoga, acupuntura e técnicas de meditação são utilizadas no controle de transtornos de ansiedade.

Pode um portador de Transtorno de Ansiedade levar uma vida de sucesso

Há muitas pessoas que alcançaram o sucesso e que sofrem algum transtorno de ansiedade.

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Nota:

Este artigo foi preparado com base em infográfico da Global Medical Education (GME) traduzido para o português por Traduz. A informação acima tem caráter puramente informativo e não representa defesa em favor de qualquer tratamento citado no artigo.

Fonte: http://www.gmeded.com/gme-info-graphics/what-are-anxiety-disorders

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